segunda-feira, 22 de março de 2010

gálatas - processo - 01

Segue o primeiro video do vlog de dança que topei assumir.

=)

A luz tá péssima... a qualidade não é alta.... mas está natural... então...

Veja logo isso aí!






domingo, 14 de março de 2010

safado




Não sou safado. É que encaro sexualidade com bom humor.

sexta-feira, 12 de março de 2010

praesumptio



 
Bem... eu não sabia como começar esse texto, por isso apenas comecei. Esse deve ser mais um daqueles textos escritos à maneira como se fala. Portanto, preciso me permitir fruir, dar espaço para devaneios e “viagens”, mesmo não sendo adepto de entorpecentes e alucinógenos. A propósito... suco de maracujá pode ser considerado alucinógeno? Hmm... enfim.  Mas eu sou tão metódico – diagnóstico da Taís* – que praticamente não consigo escrever livremente, sem precisar checar o que foi dito. Tsc! Pode apostar que esse trecho já foi alterado ou sofreu adições umas duas vezes, pelo menos. Não sei se é problema de vaidade ou formação, ou mesmo se um é decorrente do outro. O que sei é que minha presunção atrapalha pra caramba. É sério! Cara... sou muito presunçoso. Acredite! Enquanto escrevo esse texto, fico pensando na relevância dele para além de mim mesmo. Perceba que estou falando com você, o que pressupõe que pressupus que você ou alguém além de mim mesmo leria isso aqui (quantos ‘que’). E essa situação me força a escrever com algum rigor. Viagem, não é!? Mas é assim que acontece. E não para por aí. Como imagino estar escrevendo uma pancada de erros que me passam despercebidos, e como muito provavelmente esteja quase zombando de regras de escrita, tento acreditar – e fazer o mesmo com você - estar ciente de tudo isso, e que na verdade – mentira! – estou assumindo uma vanguarda na escrita (kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk). Fala sério!

*A Taís é uma amiga baiana, bailarina, lunática, de pernas realmente inesquecíveis (ui!), com forte tendência à psicopatia. Ela se diz estudante de psicologia, mas nunca foi visto nenhum registro oficial ou testemunho considerável de comprovação. O que todos sabemos é que ela some algumas horas por dia e, de repente, reaparece. Vive cheia de idiossincrasias pseudo-freudianas e nos toma (seus amigos) por suposto projeto de estudo. O que me irrita a mesma medida que seduz e diverte. 
Beijão, gata!
=)

quarta-feira, 10 de março de 2010

liberdade




Liberdade não é ausência de limites, é possibilidade de escolha.

segunda-feira, 8 de março de 2010

eu, paradoxo


 



Eu estava aqui, percebendo que sou muito paradoxal – SIM, ESSA É MAIS UMA DAQUELAS DISGRAMAS CONFESSIONAIS. Cara... perceba: Boa parte do que assumi na primeira postagem desse blog,  desde a retomada, eu não venho cumprindo. Ok... não prometi muita coisa, mas o básico era descontração e espontaneidade. O que não vem acontecendo. =) No fundo, já sabia que retomando o blog eu me exigiria alguma consistência e importância para isso aqui. Ao fim das contas, usar o deboche e a despretensão iniciais como desculpa para não me cobrar muito era uma mentira. E mentia para mim mesmo. Espera... não era bem uma mentira. Estava mais para uma esperança em ser descontraído.  Acontece que descontração é um estado não permanente em minha vida. Por isso, agora venho RE-assumir o já assumido anteriormente, BUT... sem nóias. O blog não é/será/seilá apenas descolação, mas também exercício. Escrevo porque preciso, e preciso escrever bem. Não sei quanto tempo levarei para aprender a escrever, mas já comecei. Quem sabe não resolvo as questões da minha pena juntamente com as da minha existência? Ao que parece, uma já está entremeada a outra.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

o rico e o mendigo



- Como ousa me pedir mais? Que ridícula audácia é essa a que tem se permitido? Acaso não tem memória ou é mesmo o bom senso que lhe falta? Ora, lave esses olhos ou arranque-os de uma vez. Parecem sem utilidade. Tolo, esqueceu de onde veio? Foi num deserto que te encontrei tal qual um lagarto, sob o pó do chão seco, pisado e sem bem algum. Bem nenhum mesmo, pois que nem a vida parecia lhe valer alguma coisa. Nem a ti nem a qualquer outro. Era um defunto que ainda respirava, sendo lentamente enterrado ao curso de anos numa cova de solidão e apatia, sob os pés e indiferença dos que te viam sem enxergá-lo. Mas eu o enxerguei. O apresentei à minha família que lhe recebeu como igual. Te fiz sentar entre os meus irmãos. Dividiu o prato dos meus filhos. Em suas mãos confiei autoridade e responsabilidades cabíveis, para que ganhasse independência, maturidade e honra. Então agora, como você é capaz de ignorar a tudo isso? Não percebe que a sua atitude beira o deboche? Eu mesmo com minhas mãos te banhei, tratei suas feridas, te vesti e ensinei. Mas você que veio do nada, ainda não se dá por satisfeito. Escolheu não crescer, mesmo sendo educado pelos melhores e tendo sido respeitado por todos. Repete, assombrosa e insuportavelmente, os mesmos erros. E hoje me aparece, mais uma vez, pedindo mais. Mais. Mais o que? O que mais você espera de mim? Já não me desfiz o suficiente daquilo tinha para que você também tivesse? Já não dividi minha vida com você? E veja que nunca lhe pedi nada em troca. Acaso pensa que não sofro com a sua preferência pelo fracasso? Com a sua insistência num comportamento infantil e autovitimado? Como ousa? Como se atreve a voltar a mim? E justo eu. Explique-se.

- É porque no fim das contas, quando erro mais uma vez, você sempre é tudo o que tenho. Me perdoe.

...

- Espere! Não vá ainda. Olhe aqui, ainda posso te ajudar. Sim... eu ainda posso. Tenho como conseguir um novo emprego para você. É uma vaga disponível que estava sendo guardada há algum tempo. Sem dúvida, você se sentirá muito bem lá. E eu mesmo o recomendarei.

- Mas... Pensei que... Por que ainda me ajudaria? Já não lhe ofendi o suficiente? Por que, então...

- É porque o amo. E no fim das contas, quando você errar mais uma vez, e sei que vai errar, eu ainda serei tudo o que você tem.

desmoralize-se




Desmoralize-se!


seja marginal, seja herói




de Hélio Oiticica

sábado, 6 de fevereiro de 2010

sinto muito!




Pessoalmente, nunca falo ‘sinto muito’ nem ofereço meus pêsames. Sequer um ‘I’m sory’ ou um emoticon triste. Apático e sob uma naturalidade inconveniente, acabo por não verbalizar alguns de meus sentimentos frente a situações de muita gravidade. Claro que sinto algum peso quando comunico que alguém ‘morreu’, mas o termo ‘faleceu’ nem me chega aos lábios. Nem perto disso. Eu até fico contrito e gostaria que fosse percebida a minha dor. Não! Não gostaria, não. Eu apenas gostaria que soubessem que me importo e que não ignoro a dor do outro. Acontece que as pessoas geralmente só reconhecem isso frente a uma manifestação oficial, direta e se possível pública. A qual vem, na maior parte das vezes, no ato de dizer: sinto muito. Mas e eu? E eu que não digo? Será que soa grosseiro? Antipático? Puxa vida! Sinto muito!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

guerra santa




Ele diz que tem, que tem como abrir o portão do céu
ele promete a salvação
ele chuta a imagem da santa, fica louco-pinel
mas não rasga dinheiro, não

Ele diz que faz, que faz tudo isso em nome de Deus
como um Papa na inquisição
nem se lembra do horror da noite de São Bartolomeu
não, não lembra de nada não

Não lembra de nada, é louco
mas não rasga dinheiro
promete a mansão no paraíso
contanto, que você pague primeiro
que você primeiro pague dinheiro
dê sua doação, e entre no céu
levado pelo bom ladrão

Ele pensa que faz do amor sua profissão de fé
só que faz da fé profissão
aliás em matéria de vender paz, amor e axé
ele não está sozinho não

Eu até compreendo os salvadores profissionais
sua feira de ilusões
só que o bom barraqueiro que quer vender seu peixe em paz
deixa o outro vender limões

Um vende limões, o outro
vende o peixe que quer
o nome de Deus pode ser Oxalá
Jeová, Tupã, Jesus, Maomé
Maomé, Jesus, Tupã, Jeová
Oxalá e tantos mais
sons diferentes, sim, para sonhos iguais

(Guerra Santa - Gilberto Gil)