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sexta-feira, 12 de março de 2010

praesumptio



 
Bem... eu não sabia como começar esse texto, por isso apenas comecei. Esse deve ser mais um daqueles textos escritos à maneira como se fala. Portanto, preciso me permitir fruir, dar espaço para devaneios e “viagens”, mesmo não sendo adepto de entorpecentes e alucinógenos. A propósito... suco de maracujá pode ser considerado alucinógeno? Hmm... enfim.  Mas eu sou tão metódico – diagnóstico da Taís* – que praticamente não consigo escrever livremente, sem precisar checar o que foi dito. Tsc! Pode apostar que esse trecho já foi alterado ou sofreu adições umas duas vezes, pelo menos. Não sei se é problema de vaidade ou formação, ou mesmo se um é decorrente do outro. O que sei é que minha presunção atrapalha pra caramba. É sério! Cara... sou muito presunçoso. Acredite! Enquanto escrevo esse texto, fico pensando na relevância dele para além de mim mesmo. Perceba que estou falando com você, o que pressupõe que pressupus que você ou alguém além de mim mesmo leria isso aqui (quantos ‘que’). E essa situação me força a escrever com algum rigor. Viagem, não é!? Mas é assim que acontece. E não para por aí. Como imagino estar escrevendo uma pancada de erros que me passam despercebidos, e como muito provavelmente esteja quase zombando de regras de escrita, tento acreditar – e fazer o mesmo com você - estar ciente de tudo isso, e que na verdade – mentira! – estou assumindo uma vanguarda na escrita (kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk). Fala sério!

*A Taís é uma amiga baiana, bailarina, lunática, de pernas realmente inesquecíveis (ui!), com forte tendência à psicopatia. Ela se diz estudante de psicologia, mas nunca foi visto nenhum registro oficial ou testemunho considerável de comprovação. O que todos sabemos é que ela some algumas horas por dia e, de repente, reaparece. Vive cheia de idiossincrasias pseudo-freudianas e nos toma (seus amigos) por suposto projeto de estudo. O que me irrita a mesma medida que seduz e diverte. 
Beijão, gata!
=)

segunda-feira, 8 de março de 2010

eu, paradoxo


 



Eu estava aqui, percebendo que sou muito paradoxal – SIM, ESSA É MAIS UMA DAQUELAS DISGRAMAS CONFESSIONAIS. Cara... perceba: Boa parte do que assumi na primeira postagem desse blog,  desde a retomada, eu não venho cumprindo. Ok... não prometi muita coisa, mas o básico era descontração e espontaneidade. O que não vem acontecendo. =) No fundo, já sabia que retomando o blog eu me exigiria alguma consistência e importância para isso aqui. Ao fim das contas, usar o deboche e a despretensão iniciais como desculpa para não me cobrar muito era uma mentira. E mentia para mim mesmo. Espera... não era bem uma mentira. Estava mais para uma esperança em ser descontraído.  Acontece que descontração é um estado não permanente em minha vida. Por isso, agora venho RE-assumir o já assumido anteriormente, BUT... sem nóias. O blog não é/será/seilá apenas descolação, mas também exercício. Escrevo porque preciso, e preciso escrever bem. Não sei quanto tempo levarei para aprender a escrever, mas já comecei. Quem sabe não resolvo as questões da minha pena juntamente com as da minha existência? Ao que parece, uma já está entremeada a outra.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

sinto muito!




Pessoalmente, nunca falo ‘sinto muito’ nem ofereço meus pêsames. Sequer um ‘I’m sory’ ou um emoticon triste. Apático e sob uma naturalidade inconveniente, acabo por não verbalizar alguns de meus sentimentos frente a situações de muita gravidade. Claro que sinto algum peso quando comunico que alguém ‘morreu’, mas o termo ‘faleceu’ nem me chega aos lábios. Nem perto disso. Eu até fico contrito e gostaria que fosse percebida a minha dor. Não! Não gostaria, não. Eu apenas gostaria que soubessem que me importo e que não ignoro a dor do outro. Acontece que as pessoas geralmente só reconhecem isso frente a uma manifestação oficial, direta e se possível pública. A qual vem, na maior parte das vezes, no ato de dizer: sinto muito. Mas e eu? E eu que não digo? Será que soa grosseiro? Antipático? Puxa vida! Sinto muito!